O que você faria?
Colega passa mal no meio do turno
Seu colega de posto fica pálido, reclama de dor no peito e senta no chão. Vocês são os únicos no local. Decida como agir sem deixar ninguém desprotegido.
Decisão 1 de 3
Vocês estão em dois na portaria de uma indústria, à tarde. Seu colega fica pálido, suando frio, reclama de dor no peito que vai para o braço e senta no chão.
Boa escolha
Dor no peito com suor frio pode ser infarto, e cada minuto conta. O 192 orienta o que fazer até a ambulância chegar, e a central precisa saber que o posto está com um a menos.
Errada
Esperar para ver é o erro mais comum nesses casos. Sintomas de possível infarto pedem socorro imediato, e não cabe a quem está no posto fazer o diagnóstico.
Arriscada
A intenção é boa, mas o transporte por conta própria atrasa o atendimento especializado e deixa o posto vazio. O caminho certo é acionar o 192 e seguir a orientação que eles passarem.
Decisão 2 de 3
Enquanto aguarda a ambulância, um caminhão chega para descarregar e o motorista buzina pedindo a liberação do portão.
Boa escolha
Prestar assistência e manter o controle de acesso são deveres ao mesmo tempo. O portão pode esperar alguns minutos; quem está passando mal, não.
Errada
Liberar sem conferência abre uma brecha de segurança justamente quando o posto está fragilizado. Uma emergência é a distração perfeita para quem quer entrar sem controle.
Arriscada
O controle de acesso importa, mas deixar a vítima sozinha num possível infarto é perigoso. Omitir socorro pode até gerar responsabilidade (art. 135 do Código Penal).
Decisão 3 de 3
A ambulância leva o colega. O turno ainda tem quatro horas e você está sozinho no posto.
Boa escolha
O registro protege você, o colega e a empresa, e o supervisor precisa decidir sobre a cobertura do posto. Seguir sozinho sem comunicar deixa o serviço fora do que foi contratado.
Errada
A empresa e o cliente precisam saber na hora que o posto está com efetivo reduzido. E detalhes importantes se perdem até o dia seguinte.
Arriscada
A preocupação é natural, mas abandonar o posto sem rendição deixa o patrimônio desprotegido e pode gerar falta grave. Peça a rendição à empresa antes de qualquer saída.
O que diz o Instrutor Bruno Moisés
Em emergência de saúde no posto, a ordem é: acionar o socorro especializado (192), avisar a central e não deixar a vítima sozinha. O vigilante não precisa fazer diagnóstico; precisa agir rápido e seguir a orientação do SAMU.
Ao mesmo tempo, o posto continua sendo responsabilidade de quem ficou: controle de acesso sem atalhos, pedido de apoio e registro completo. Deixar de prestar socorro quando é possível pode configurar omissão de socorro (art. 135 do Código Penal). Por outro lado, sair do posto sem rendição é falta grave. O equilíbrio está em comunicar tudo e não decidir sozinho.
