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QG da Segurança Privada
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O que você faria?

Cliente manda impedir a saída de um funcionário demitido

O dono da empresa manda você não deixar um funcionário recém-demitido sair até devolver o celular corporativo. A ordem é legal?

Decisão 1 de 3

Você é vigilante na portaria de uma empresa. O dono avisa pelo telefone: um funcionário acabou de ser demitido e não pode sair do prédio até devolver o celular da empresa.

  1. Boa escolha

    Recuperar o celular é um problema trabalhista e cível da empresa. Impedir a saída de uma pessoa não é atribuição do vigilante e pode configurar crime.

  2. Errada

    Impedir alguém de sair contra a vontade pode configurar cárcere privado ou constrangimento ilegal. Cumprir a ordem do cliente não afasta a sua responsabilidade.

  3. Errada

    Revista forçada não é atribuição do vigilante e pode gerar responsabilidade criminal e civil, mesmo que o aparelho esteja na mochila.

Decisão 2 de 3

O funcionário chega à portaria, nervoso, e diz que vai embora e que entrega o celular depois.

  1. Boa escolha

    Liberar a saída e registrar com fidelidade protege todos. A empresa tem meios legais de cobrar a devolução, e o seu registro ajuda nisso.

  2. Errada

    Usar o corpo para bloquear a passagem é impedir a saída do mesmo jeito. Ganhar tempo não torna a retenção legal.

  3. Arriscada

    Acusar alguém sem certeza só aumenta a tensão e pode gerar reclamação contra você. O papel do vigilante é manter a calma e registrar.

Decisão 3 de 3

Mais tarde, o dono reclama com a sua empresa de segurança, dizendo que você desobedeceu uma ordem.

  1. Boa escolha

    O registro feito na hora é a sua principal defesa. Uma empresa de segurança séria sabe que o vigilante não pode cumprir ordem ilegal.

  2. Errada

    Prometer reter alguém é se comprometer com um crime. A responsabilidade pelo ato é de quem o executa.

  3. Arriscada

    Agir dentro da lei não é motivo para sair. Converse com o supervisor: se a empresa pressionar para você cumprir ordem ilegal, procure o sindicato.

O que diz o Instrutor Bruno Moisés

Ordem do cliente ou do patrão não torna legal um ato que a lei proíbe. Impedir a saída de uma pessoa ou revistar à força pode configurar cárcere privado ou constrangimento ilegal, e quem responde é quem executa.

O vigilante protege o patrimônio dentro dos limites legais: observa, comunica, registra e aciona a polícia quando há crime. Questões como devolução de equipamento são resolvidas pela empresa, pelos meios trabalhistas e cíveis. O registro feito na hora, com horários e falas, é a melhor proteção do profissional.

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